O projecto iniciou a sua aventura na manhã de 23 de Novembro de 2009, Dia da Floresta Autóctone, no Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa, onde juntou familiares, amigos, colegas, vizinhos e conhecidos, com o objectivo de plantar 1.000 árvores, sob o mote 1 Pessoa 1 Árvore.

 

O sucesso foi enorme e surgiu o pedido e a vontade de fazer mais.Tratava-se de uma ideia simples que poderia catalisar muitas outras, surgindo assim um movimento de cidadania que dava alento para um projecto grandioso. O desafio consistia em envolver entidades e cidadãos, a quem se pediu mobilização, participação e uma atitude cívica positiva e ecológica, em defesa da floresta nativa, constatando-se que tal modelo era simples de executar e replicar.

 

A 25 de Abril de 2012 o movimento constitui-se como associação, mantendo como sonho a utopia que esteve na sua génese: proporcionar a oportunidade de cada pessoa plantar e cuidar de uma árvore por ano, para, quem sabe, depois servir de modelo ao mundo.

A associação constitui-se como uma plataforma de mobilização cívica, desenvolvendo iniciativas de voluntariado que são uma oportunidade de cada cidadão se envolver na promoção e conservação do património associado à floresta nativa e às espécies vegetais autóctones.

 

Estas iniciativas procuram valorizar o património natural, reduzir danos ambientais, gerar e recuperar espaços naturais, promover a biodiversidade e restabelecer funções ecológicas, através da restituição da floresta nativa, fomentando, transversalmente, de forma ativa, a sustentabilidade ecológica, a consciência ecológica, a cidadania participativa e a responsabilidade social e ambiental.

 

A concretização destas iniciativas permitem gerar ganhos ambientas, sociais e económicos, gerando sinergias que contribuem para uma mudança de paradigma, com a transição para uma economia social e ambiental baseada no restauro de áreas ecologicamente degradadas, na restituição dos serviços de ecossistema e na valorização ecológica sustentável dos recursos naturais, com a consequente geração de empregos verdes e de produtos e serviços de alto valor acrescentado.

A floresta nativa garante-nos uma grande diversidade de serviços dos ecossistemas, tais como, o controlo da erosão do solo, a regulação hídrica e filtração da água, a reciclagem de nutrientes, a formação de solo, o sequestro de carbono, a filtração de poluentes atmosféricos, a suavização do clima, a produção de matérias-primas, a redução do risco de incêndios e de cheias, uma maior resiliência aos incêndios, bem como melhora a qualidade de vida das pessoas, contribuindo para a sua saúde, para o equilíbrio social e mesmo para a vitalidade económica.

 

A importância das espécies vegetais autóctones advém do seu comportamento ambiental adequado, em termos de protecção e recuperação da biodiversidade e dos sistemas ecológicos, aliada à sua sustentabilidade ecológica.

 

A restituição das florestas, a promoção da biodiversidade e a diversificação dos habitats, permitem ainda fortalecer os ecossistemas e a sua resiliência às alterações climáticas.

 

Agimos sabendo que uma atitude ecológica individual positiva e interventiva é a essência de uma mudança global.

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